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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Uma Graça

Vasco Graça Moura sempre se opôs ao Acordo Orthographico. Está no seu direito É a sua opinião. Mas ser nomeado para dirigir o CCB e tomar como primeira decisão a prohibição da aplicação desse diploma já não é um direito. É um estylo.

Joana Amaral Dias 4 de Fevereiro de 2012 às 01:00

Graça Moura não é dono e senhor da lingua portugueza e nem sequer é o CCB. Não pode confundir a sua pessoa com a instituição nem collocar a sua vontade acima da ley. Longe vão os tempos do Rei Sol, do absolutismo, da coincidência entre o Estado e a phleuma de quem o dirige. Imagine o que seria se cada recém-chegado a um cargo publico ordenasse uma escripta consoante as suas preferências, por exemplo, com esta mesma orthographia anterior à revisão de 1911. Desobediencia civil, acclamam alguns. Pobre Henry David Thoreau dando voltas na tumba. Só que esta decisão, de corajosa ou coerente, nada tem. Coragem e coerência existiriam se Graça Moura tivesse declinado o lugar, alegando incompatibilidade entre as suas convicções e funções que lhe foram propostas. Esse seria um acto de grande pressão, legítima, sobre o governo e o parlamento para a revogação do AO. Assim, a imposição do ex-deputado europeo é mera prepotência.

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