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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Janeiro de 2007 às 00:00
E pronto, acabou a primeira volta mas parece que terminou a Liga. O campeão aumentou a distância para o segundo e deu a volta com vantagem suficiente para poder perder os dois jogos que lhe faltam com os rivais directos, Sporting e Benfica.
O que tem impressionado no FC Porto é a facilidade. Vemos o conjunto de Jesualdo Ferreira jogar e achamos sempre que podia fazer mais. Mas não é preciso, raramente lhe exigem algo diferente. O encontro com o Desportivo das Aves foi um exemplo extremo. A equipa de Neca sofreu um golo cedo e passou o resto do tempo a ‘defendê-lo’. O jogo resumiu-se ao combate privado de Quaresma, com o extremo à procura de um golo que o ajudasse a esquecer o maldito penálti da Taça. E lá o encontrou. Melhor jogador da prova, ninguém decide com semelhante facilidade.
Claro que o Aves é um caso extremo de fragilidade e ausência de ambição. Parecidos só Vitória de Setúbal e Beira-Mar. Mas esta não é, de todo, uma Liga dos pequenos. Numa comparação com as primeiras 15 jornadas da última temporada, a conclusão é simples: os três grandes somam mais pontos, falta ao campeonato pelo menos uma equipa que nos espante. Nacional, Sp. Braga, Vitória de Setúbal, todos estão piores. Um campeonato assim, onde existe uma separação evidente entre os candidatos e os outros era algo a que já não estávamos habituados.
É verdade que esta até foi uma jornada menos má nesse capítulo. O Belenenses cada vez mais interessante de Jorge Jesus travou um Sporting monótono e vagamente de férias. A Académica fez de Quim o melhor em campo. Nunca uma equipa de Manuel Machado foi tão viva e agradável como esta, mas, estranho futebol, poucas vezes o treinador andou assim pelo fundo da classificação. E é pena. Fernando Santos ganhou pela primeira vez acima de Leiria e assistiu ao regresso de Rui Costa. Mas continua a precisar de maior poder na frente. Saudável a vocação goleadora de Ricardo Rocha.
Num cozinhado com tão pouco sal merece destaque a Naval, que terminou a primeira volta a dar sinais de pretender regressar aos bons dias. Está a meia dúzia de pontos de garantir a permanência e quem sabe Mariano Barreto não terminará a época envolvido na luta pela Taça UEFA, que ameaça ser a única coisa interessante na Liga, com pelo menos seis candidatos a uma vaga.
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