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Correio da Manhã

Opinião
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Mário Nogueira

Uma luta de todos

Passos Coelho afirmou não estar a pensar aplicar a mobilidade especial aos professores.

Mário Nogueira 5 de Junho de 2013 às 01:00

É credível esta afirmação produzida por quem prometera não reduzir salários, não cortar subsídios, nem despedir funcionários públicos? E se não é para aplicar, o que justifica a pressa em aprovar as normas de aplicação?

Mas as intenções do governo vão mais longe e passam pelo aumento do horário de trabalho para 40 horas, o que, a acontecer, seria uma grave irresponsabilidade, pois o horário dos professores portugueses já é, segundo a OCDE, dos mais pesados.

Os cortes na Educação, contudo, atingem também os alunos, com o desaparecimento de respostas essenciais das escolas (da diversidade das disciplinas aos apoios), e resultam em preocupantes quebras de qualidade e atingem as famílias dada a fragilização crescente dos apoios sociais. É este o quadro que levou os professores a lutarem neste mês de junho, pelo que não surpreendem as manifestações de apoio e solidariedade que chegam de pais, estudantes e de inúmeros cidadãos, certos de que o futuro se começa a construir na escola. Numa escola que precisa dos seus professores.

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