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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

Uma Ota na mão ou uma maioria a voar

Ota! Eis a causa comum que finalmente a oposição do centro-direita encontra para combater a maioria absoluta de Sócrates. Unidos contra o aeroporto, Mendes vai até Belém queixar-se a Cavaco; Ribeiro e Castro escolhe Bruxelas. O cidadão médio encolhe os ombros e os noticiários atiram a polémica para a cauda dos alinhamentos.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 17 de Março de 2007 às 00:00
Esta indiferença das televisões generalistas à polémica em torno de um investimento de 3,5 mil milhões de euros só pode significar uma de duas coisas: ou os programadores televisivos sentem a vontade de um povo que encolhe os ombros a mais uma querela que não entende (negócio por negócio...); ou de facto Sócrates tem mesmo muito boa imprensa, a começar pela que se propaga no éter e atinge mais de três milhões de cidadãos.
Se Marques Mendes pretendia um grande eco em prime-time da sua ida a Belém, o tiro saiu fraco. Talvez lhe acentue apenas as razões de queixa sobre os critérios de alinhamento noticioso na televisão pública.
Para lá da repercussão mediática que a audiência em Belém visava produzir, não se vislumbra a que instrumento constitucional poderia o Presidente recorrer para retardar a aterragem do investimento previsto. A decisão sobre um novo aeroporto é da exclusiva competência do Executivo. Mas um excesso de turbulência pode tolher a habitual assertividade de Sócrates.
E o tempo aqui faz toda a diferença. Caso a Ota não saia do papel em 2009, o crescimento económico fica travado e sobem as hipóteses de Sócrates falhar a maioria absoluta.
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