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Correio da Manhã

Opinião
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2 de Abril de 2008 às 00:30

Pediu para morrer com dignidade. O seu caso deu origem a um enorme debate em França. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, médico e ex-dirigente dos Médicos Sem Fronteiras, disse que seria apenas humano ‘oferecer-lhe uma porta de saída, uma porta de amor’. Em 17 de Março, o tribunal recusou o pedido de Chantal. Apelou-se a Sarkozy para que abra uma excepção. Mas no próprio dia em que este diz estar a considerar o caso, Chantal foi encontrada morta em sua casa. Na véspera da Páscoa, não afastou de si o cálice que os que tanto gostam de regular o sofrimento dos outros, os sepulcros caiados, de ontem e de hoje, lhe prepararam.

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