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Correio da Manhã

Opinião
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2 de Janeiro de 2005 às 00:00
E o que suscita esta reflexão não é qualquer excesso das festas de Ano Novo, mas o que se passou com a Mensagem de Ano Novo do Presidente da República.
Esta intervenção política tem um sentido orientador para o País. Desta feita, entendeu o presidente Jorge Sampaio apelar aos partidos com maior representatividade para um compromisso histórico sobre as finanças públicas e a competitividade da economia portuguesa. O repto teve manchete ainda no ano velho no semanário ‘Expresso’, seguindo-se um crescendo de noticiário que meteu a difusão das próprias palavras e imagens do Presidente da República. O que era para o Ano Novo ficou com o ano velho e numa indubitável trapalhada mandou-se às urtigas o embargo que devia obviamente durar até às 21 horas de ontem, quando foi feita a difusão integral da Mensagem do Presidente da República.
Na trapalhada, a Presidência da República pode até não tomar posição sobre este assunto. Não será por isso que o caso passa a ser menos grave. Portugal merece todo o respeito e um País que se quer respeitado tem de respeitar os embargos definidos para as intervenções do seu mais alto magistrado. O mais é falta de respeito.
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