Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
5
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Uma saga familiar

A saga da família Espírito Santo dava uma novela.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 22 de Junho de 2014 às 00:30

Nos capítulos mais recentes, já com cenas chocantes, numa guerra que teve como protagonistas mais destacados os primos Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi.

Os escândalos revelados levaram a uma saída forçada da família da liderança da sua joia da coroa. A família ainda é a principal acionista do banco, que recuperou nas privatizações, mas só tem 25%, e a capacidade de manter o poder no futuro, mesmo fora da gestão executiva, vai depender da sua coesão.

Os sinais mais recentes indiciam que o processo de cisão familiar se agudiza com o grito de Ipiranga de Ricciardi, que quer separar o seu banco de investimentos do BES, e até usa a idoneidade conferida pelo Banco de Portugal como capital próprio.

----------

As estatísticas quando torturadas dizem o que quem manda quer. Só assim se explica que o primeiro-ministro tenha afirmado na sexta-feira que "não há precariedade laboral, mas estabilidade laboral". Isto num país em que os trabalhadores em situação precária são mais de 1,5 milhões.

----------

Em Espanha, o governo anunciou uma redução de 12,5% do imposto equivalente ao IRS. Por cá, mantém-se a opressão fiscal, e alguns impostos até vão subir. O chumbo do Constitucional acaba por ser uma desculpa para se manter o estado de confisco.

Espírito Santo BES José Maria Ricciardi Ricardo Salgado
Ver comentários