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Correio da Manhã

Opinião
9 de Outubro de 2011 às 01:00

Nas primeiras décadas esta ilusão pôde ser mantida. O medo do comunismo a Leste obrigava-nos a uma unidade que se ia aprofundando e alargando. O crescimento da economia também ajudava.

Mas, a crise dos Balcãs, a globalização financeira e a emergência da China e da Índia, o conformismo e o despesismo de muitos cidadãos e Estados da Europa, mostrou à evidência que os pilares sobre que se construíra o edifício político europeu não era tão sólido quanto o necessário.

Quando hoje se reclama como política de salvação a construção de mais Europa e, por conseguinte, um seu governo mais federal e dirigista, é pertinente perguntar se isso é hoje possível, a não ser pelo surgimento de um novo medo que nos una.

De facto, só na base de um temor a forças externas a Europa política se constitui. Coloca-se assim a interrogação ainda não respondida.

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