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Correio da Manhã

Opinião
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10 de Janeiro de 2006 às 00:00
E, como se sabe, nas eleições a verdade é a mentira do adversário e vice-versa. Garcia Pereira lá tentou mostrar que era preciso “ousar mudar”, embora o relógio estivesse contra a sua possibilidade de explicar porque isso era fundamental para os portugueses.
Mário Soares teve Mega Ferreira, um apoiante convicto, a dizer que como “os portugueses estão fartos de crise” e deveriam louvar o ex-Presidente, porque a crise é algo sempre explicada pela cultura. Ou mesmo por Freud, dizemos nós. E Sócrates lá veio falar de alguém que é necessário apoiar porque é conhecido fora das nossas fronteiras. No caso, Soares. O PS, pelos vistos, sempre apoia Soares sem reservas. Esqueceu-se de referir Guterres e Durão Barroso, outros políticos conhecidos fora do nosso pátio.
Cavaco Silva falou das “razões da minha esperança”, ele que foi o bombo da festa de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. Mas nota-se que é quem está mais calmo. Afinal, quando se está à frente das sondagens, a vitória parece certa. E isso transparece nos tempos de antena. Descontando os discursos, faltam ideias para a campanha televisiva. E isso nota-se, a olhos vistos, no pequeno ecrã.
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