Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
2
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Virar a mesa

Lembram-se da "barreira psicológica dos 7%"? Era na época (há seis meses) em que os telejornais abriam com os juros da dívida e esse número era considerado inultrapassável. Nessa altura, membros do actual governo garantiam que inverteriam a situação. Carlos Moedas até afirmou que bastaria o executivo tomar posse. Ora bolas. Passos Coelho chegou a S. Bento com os juros nos tais sete e agora estão a mais de 14%. Carlos Moedas também afirmou que as reformas fariam subir o rating da República. Descemos mais duas vezes. Estamos no lixo.

Joana Amaral Dias 21 de Janeiro de 2012 às 01:00

 

No último semestre, o governo aumentou o IVA, transportes, electricidade, o gás, taxas moderadoras, propinas. Reduziu prestações sociais, subsídios de Natal, pensões. Os juros duplicaram e o rating afundou. Agora impingiram a reforma laboral como aquele detalhe que faltava para, finalmente, tudo valer a pena. Azar outra vez. Enquanto lhe lançavam loas, os juros atingiam máximos históricos e o Financial Times dizia que Portugal poderia entrar em default. Mas Passos Coelho acha que estamos num ponto de viragem. Calma, ele tem razão. Os portugueses estão mesmo nesse ponto de não saberem para que lado se hão-de virar a não ser, claro, para o lado de lhe virar as costas.

Ver comentários