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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Vítimas da estagnação

A revisão em baixa do Banco de Portugal para as previsões do PIB e em alta para a inflação confirmam uma situação de estagnação económica. Não é recessão, mas não é uma boa notícia.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 9 de Janeiro de 2008 às 00:00
Contudo, o ministro da Economia congratulou-se com o crescimento de 1,9% estimado por Vítor Constâncio para a economia portuguesa em 2007, sublinhando que superou as expectativas e é o mais elevado desde 2001.
Este contentamento de Pinho só se explica pelo facto de os portugueses estarem tão anestesiados e conformados com a evolução económica que qualquer 0,1 ponto percentual é considerada uma vitória.
A primeira década do novo milénio é um período perdido para a economia portuguesa. A factura desta estagnação é paga pelo emprego, especialmente os jovens sub-35 que entraram no mercado de trabalho neste período.
Sócrates até pode cumprir a promessa da criação de 150 mil empregos, só que o número de postos de trabalho destruídos é muito elevado e o saldo é negativo. Só com um crescimento dinâmico é que pode haver criação real de emprego.
A crise financeira e o recorde do petróleo arrefecem os mercados europeus, o que ameaça as exportações, o principal motor da economia nos últimos anos. Quanto à procura interna, as famílias asfixiadas pelo crédito e magros salários têm de poupar mais e gastar menos. A solução é o investimento, por isso, na equação do Governo de Sócrates, o novo aeroporto, na Ota, ou em Alcochete, é mais do que uma infra-estrutura de transportes. É o doping que faz falta à economia.
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