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Correio da Manhã

Opinião
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8 de Outubro de 2004 às 00:00
As crianças que assistem ao programa têm a ocasião de ter aulas essenciais à compreensão da biologia das plantas e dos animais. Podem é ver coisas mal feitas.
Ver a sensibilidade hortícola de Zé Castelo Branco ou a destreza de Cinha Jardim a tratar das vacas, é impressionante. Resta a experiência do célebre Avelino.
Na Quinta, estão reunidas as condições para uma profunda análise sociológica das origens, dos usos e costumes dos portugueses, de certos ‘status’ sociais.
Acarinhar as ervas com luvas de pelica deve dar um grande prazer, mas será pouco prático. Andar na horta com mala e lenço de marca, não é para qualquer um!
Esperamos que cada uma das celebridades possa vir a estar um dia na origem de empresas agro-alimentares de sucesso. O êxito da agricultura portuguesa chegará quando os comerciantes de arte começarem a plantar couves, deixando a profissão anterior, ou quando as tias se dedicarem à produção pecuária intensiva, seja pelo leite de vaca, seja pela carne de leitão assado.
Desejamos que as reflexões na Quinta se aprofundem, caso contrário as vozes críticas dirão que estamos apenas no domínio da futilidade, o que seria mau para a nobreza dos objectivos em presença e para a elevada reputação dos presentes.
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