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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Março de 2009 às 00:30

Repare-se. Nos últimos três anos, FC Porto (tri) e Sporting terminaram nos dois primeiros lugares da Liga e dividiram entre si nove dos dez títulos domésticos em disputa (o outro foi para o V. Setúbal). É uma supremacia evidente que esta errática equipa de Quique Flores parece não ser capaz de rebater, mesmo encontrando-se numa situação privilegiada desde meados de Dezembro passado, quando foi eliminada da Taça de Portugal e da Taça UEFA no espaço de cinco dias: todas as energias foram concentradas no campeonato. E, mesmo assim, é o que está à vista: vitórias normalmente agónicas e uma indisfarçável ausência de colectivo. Pouco para tão grande investimento. O Benfica que perdeu na Luz com o V. Guimarães é a cara do clube que não levanta um troféu (Supertaça) desde Agosto de 2005 e que, desde então, tem acumulado desaires mais ou menos contundentes em todas as competições internas.

No campeonato foi 3º em 2006 e 2007, e 4º em 2008; na Taça, não chega a uma meia-final há quatro anos. Começa a ser difícil encontrar ligações à realidade no discurso de Filipe Vieira ("... caminho para o sucesso") e percebe-se como o dérbi de sábado, no Algarve, é crucial para a nação encarnada. A Taça da Liga não salva o ano; mas perdê-la significa entregar ao Sporting, já vencedor da Supertaça, 50% dos títulos da época. A outra metade (Liga e Taça) está encaminhada para o FC Porto.

A oito jornadas do fim, o Sporting volta a ser o rival directo de Jesualdo. É um filme ‘déjà vu’. Os calendários são semelhantes em grau de dificuldade (o do Benfica será o mais complicado dos três), mas a diferença de quatro pontos (na realidade são cinco) deve bastar para o FC Porto abocanhar o segundo ‘tetra’ do seu historial. Nada de novo.

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