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Correio da Manhã

Opinião
8
9 de Novembro de 2008 às 00:30

O partido republicano, o Grand Old Party (GOP), sofreu uma derrota de difícil recuperação. Nem tudo se resume à novidade política que é Barack Obama. Por paradoxal que pareça, as duas vitórias de Bush favoreceram uma crise de identidade que não se desvanecerá tão cedo.

Há muito que o GOP é uma união de sensibilidades distintas que, em momentos eleitorais, aceitam agregar-se num mínimo denominador comum. Mas, agora, as suas discrepâncias são demasiado gritantes.

Não há conexão entre um eleitor comum que se revê na visão de Ronald Reagan de um Estado Mínimo e os evangélicos desvairados que pretendem impor crenças pré-modernas como o criacionismo.

Um dos piores legados do equívoco ideológico conhecido por neoconservadorismo traduz-se no facto de premissas religiosas comandarem as opções políticas em matérias totalmente estranhas ao sagrado.

A direita americana deve regressar aos seus melhores fundamentos – recordar que o primeiro presidente americano que elegeu foi Abraham Lincoln, precisamente aquele cujo exemplo Obama prome teu reviver.

Num tempo de retorno de lógicas estatizantes o Mundo precisa da clássica visão americana da liberdade.

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