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Correio da Manhã

Opinião
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Fernanda Cachão

Zorba, o grego

Na realidade, em ‘Zorba, o grego’ foi um actor de origem mexicana a dançar ‘Sirtaki’, o tema do compositor, ex-ministro e militante de esquerda Míkis Theodorákis, num dos mais impressivos momentos cinematográficos dos anos 60.

Fernanda Cachão 21 de Junho de 2011 às 00:30

Anthony Quinn era Zorba, e Zorba o estereótipo do grego – folgazão de bons sentimentos e um nada de intrujice. O filme é sobre a amizade daquele grego com o britânico Basil, que está de regresso a Creta para explorar uma mina que, afinal, tem as madeiras podres e está em risco de ruir.

O primeiro-ministro Giorgios Papandreou pediu aos gregos para apoiarem mais medidas de austeridade e anunciou um referendo para mudar o sistema político-administrativo. Os esforços de Papandreou – que remodelou há dias o governo – não conseguem parar a ‘Sirtaki’ da revolta que grassa no país. Nas ruas, os gregos provam que não cedem, nem calam, nem estão dispostos a parar a dança mesmo que as madeiras da Grécia estejam podres e em risco de ruir. No filme, Basil, que é o estereótipo de um certo europeu, com a alma e o pescoço amarrados pela gravata dos burocratas, aprende a dançar com Zorba a canção ‘Sirtaki’ enquanto faz aquilo que nenhum europeu fará se acontecer a ruína – rir, ao perceber que já "não resta nada".

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