Apandemia transformou o País no reino da promessa e propaganda, num mercado de sonhos e ilusões. A vacinação e a testagem são dois exemplos entre muitos, mas os mais significativos no atual contexto.
Comecemos pela vacinação. Alargou-se a base a quem bateu à porta com mais força, sem haver sequer a garantia de vacinas para os grupos prioritários iniciais, nem ideia de quando chegarão as doses necessárias para assegurar a conclusão da primeira fase.
Como observou, em tom de ironia mas também de preocupação, um autarca da Margem Sul na semana que passou, por este andar só daqui a seis anos é que habitantes do seu concelho estarão vacinados.
Foi, igualmente, garantido que iria avançar um programa de testagem robusto, em massa, um verdadeiro ‘plano da zaragatoa’. Afinal, estamos a testar menos, sendo que os testes são uma ferramenta imprescindível para controlar a pandemia e definir as linhas do desconfinamento – que o Governo teima em manter secretas, deixando os cidadãos às escuras.
Numa crise sanitária desta dimensão, nada disto faz parte de uma gestão saudável.
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