Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
1

Contrato rasgado

Fatura ainda vai subir, porque os 3,89 mil milhões garantidos na privatização vão ser absorvidos.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 27 de Novembro de 2020 às 00:32
No verão de 2014, quando Carlos Costa, então governador do Banco de Portugal, chamou banco bom ao Novo Banco na resolução do BES, porque os ativos tóxicos ficariam teoricamente no banco mau, vendeu aos portugueses gato por lebre. Nesta tragédia não há bancos bons e só os custos de manter o Novo Banco já vão em 7,8 mil milhões de euros.

A fatura ainda vai subir, porque os 3,89 mil milhões garantidos na privatização vão ser absorvidos.

Nesta tragédia há muitos culpados, desde a herança da gestão de Salgado, à privatização forçada pelas instituições europeias e venda de ativos ao desbarato também imposta por Bruxelas. Os portugueses são as vítimas que pagam. Mas, apesar disto, o Estado não pode falhar compromissos. O bloqueio de transferências para o Novo Banco significa rasgar um contrato assinado. Os políticos não podem imitar o trágico consulado de Vale e Azevedo no Benfica
Carlos Costa Banco de Portugal Novo Banco BES economia negócios e finanças serviços financeiros banca
Ver comentários