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Correio da Manhã

Opinião
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O Marcelo do segundo mandato

Um novo Marcelo depende mais da direita do que de Costa.
Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 25 de Janeiro de 2021 às 00:33
Depois desta vitória categórica, que Marcelo vai emergir sobre esta crise que assola Portugal?

A sua legitimidade está renovada e reforçada. É natural que o Presidente da República possa exigir melhor governação a Costa, e governar melhor do que nestes últimos meses não é tarefa hercúlea. É o mínimo que se pode exigir a quem conduz o País. Marcelo irá progressivamente aumentar a pressão.

Mas estes resultados eleitorais impõem uma reorganização da Direita. Se aos políticos cabe ouvir o Povo e respeitar o que diz através do voto, ficou claro que André Ventura tem uma palavra a dizer no necessário rearranjo desta área política. O tsunami que Ventura provocou no voto comunista, de Beja a Setúbal, aconselha respeito e busca de alianças que evitem uma profusão de pequenos caudilhos locais, nas próximas Autárquicas.

Rio bem pode pedir mais a Marcelo, mas, sem uma Direita forte, Marcelo poderá pouco. Como disse na entrevista à CMTV, Marcelo só pode usar a ‘bomba atómica’ se houver uma alternativa sólida a Costa.

Que, até agora, Rio não demonstrou ser.
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