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Correio da Manhã

Opinião
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Penitência da Páscoa

Milhares de empresas pagam na Páscoa por erros políticos no natal.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 3 de Março de 2021 às 00:33

Num ano esta maldita peste matou 16 389 pessoas em Portugal. A pandemia importada da China já fez mais vítimas mortais do que a guerra colonial. Além dos mortos há uma grande lista de pessoas que ficaram incapacitadas por causa do vírus.

Se há quase um ano nas primeiras semanas de confinamento era raro conhecermos pessoalmente alguém que estivesse contagiado, a velocidade de propagação do coronavírus levou a que quase um em cada 10 residentes já tenha sido contagiado.

A pandemia também provocou a maior hecatombe na criação de riqueza das nossas vidas. O PIB caiu 7,6% e o Estado voltou ao défice, com a dívida pública a disparar. Mas há dramas que os números não contam, como os negócios que desapareceram ou que foram obrigados a fechar por causa do confinamento.

O encerramento do País diminuiu os contágios e os óbitos e aliviou a pressão nos hospitais. Mas por causa dos erros do natal, o Governo trava o desconfinamento antes da Páscoa. Os alunos mais desfavorecidos e milhares de empresas são condenados a uma dura penitência, por causa da má previsão política de dezembro de 2020.

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