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Correio da Manhã

Opinião
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Tragédia portuguesa

A venda forçada agravou as contas, mas pode ter dado muitos milhões de euros a ganhar a quem participou nestes negócios.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 4 de Maio de 2021 às 00:31

A auditoria do Tribunal de Contas revela um segredo de Polichinelo: são os contribuintes a pagar o buraco do Novo Banco.

A maior fatia desta fatura milionária é a herança do Banco Espírito Santo, outra parte já resulta da gestão do Novo Banco e da imposição em vender ativos à pressa e de outras decisões decretadas pelas autoridades europeias.

A venda forçada agravou as contas , mas pode ter dado muitos milhões de euros a ganhar a quem participou nestes negócios.

E esse deve ser um assunto relevante que convém esclarecer ao detalhe de cada cêntimo. Os portugueses pagam uma pesada conta porque também foram cobaias na Europa de um processo de resolução de um grande banco.

Quase 7 anos após a implosão do BES, a Justiça ainda não julgou os responsáveis. E esse é outro triste capítulo das histórias trágicas de Portugal.

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