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Correio da Manhã

Opinião
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Mais casos, sem stress

Maioria dos infetados está nas idades ainda não vacinadas.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 29 de Maio de 2021 às 00:33
O País tem de se habituar à ideia de que vai entrar numa fase com mais casos, mas que isso não representa necessariamente um drama, nem implica imediatas medidas de restrição excessiva.

Os mais velhos estão vacinados. As faixas etárias de meia idade também o estarão em breve, reduzindo com toda a probabilidade os internamentos que incidem sobretudo nos portugueses até aos 49 anos, a faixa seguinte a ser vacinada.

Ficam para depois os mais jovens, aqueles a quem a doença não coloca risco de vida, mas cujo quotidiano é mais propício à exposição ao vírus. Ontem, os peritos no Infarmed confirmaram que a maioria dos infetados está, precisamente, entre os 20 e os 29 anos. Esses só serão vacinados mais à frente. Ou seja, o aumento da incidência da doença até pode ser interpretada como fruto de uma boa estratégia de vacinação.

Sejamos claros: vem aí um verão previsivelmente com menos óbitos, com o máximo possível de vacinas para os mais velhos, mas também com muitos casos entre os mais novos.

Se soubermos racionalizar o problema, enfrentaremos o risco com a necessária determinação coletiva.
Até a vida voltar ao normal.
País saúde medicina preventiva questões sociais
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