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Correio da Manhã

Opinião
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Governo em campanha

As eleições estão transformadas num referendo ao Governo.
Paulo João Santos 18 de Setembro de 2021 às 00:33
Os serviços públicos vão ficar à distância de um clique, promete a ministra da Modernização do Estado. No maravilhoso mundo de Alexandra Leitão é tudo na hora, não haverá mais problemas com o cartão de cidadão, a carta de condução, a marcação de consultas, os pedidos de nacionalidade.

Não é para já, é coisa para daqui a um ano ou dois, mas em época de eleições há que vender o que se tem e não tem, ainda que a escolha não tenha sido feliz. Numa altura em que os serviços públicos não funcionam e é preciso dormir à porta dos centros de saúde para ser atendido, prometer mundos e fundos para as calendas é quase uma provocação.

Mas o grande comício do Governo está marcado para a véspera do último dia de campanha, quando for anunciada a "libertação total da sociedade". Não será bem uma "libertação total", pelo que se ouviu no encontro do Infarmed, mas há de ser qualquer coisa com impacto, que garanta uma vitória folgada no jogo autárquico.

As eleições de 26 de setembro estão, assim, transformadas num referendo ao Governo. Nada de novo. O poder central não partilha palcos nem louros. O problema é se as contas do PS saem furadas.n
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