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Correio da Manhã

Opinião

Carga fiscal

Só a redução dos impostos melhora a saúde económica das famílias.
Paulo João Santos 9 de Outubro de 2021 às 00:32
Em bom português, um aumento salarial de 0,9% não aquece nem arrefece. Contas feitas, num vencimento médio representa 0,46 cêntimos por dia. Pode ser o doce que faltava ao PCP para votar favoravelmente o Orçamento do Estado para o próximo ano, mas, olhando para os trocos, não dão sequer para um bombom de chocolate.

A melhoria da saúde económica das famílias não passa por aumentos de salários, que serão sempre pequenos, o ponto de partida é baixo, mas através da redução efetiva dos impostos: do IRS, ajustando as tabelas por forma a dar folga à classe média; do IVA, numa série de produtos e bens; do ISP, o imposto sobre os combustíveis, que começam a atingir valores incomportáveis.

Não creio que o Orçamento da recuperação pós-pandemia contemple a redução da carga fiscal que se impõe e que é necessária para dinamizar a economia. Mas nem por isso deixará de ser aprovado. O fiasco bloquista e comunista nas Autárquicas recomenda evitar crises políticas, mesmo considerando que esta colagem ao PS não rende votos, como se viu nas últimas eleições legislativas. É melhor não arriscar.
PCP economia negócios e finanças política orçamento do estado e impostos economia (geral)
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