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Correio da Manhã

Opinião
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Democracia sem dramas

Em caso de impasse cabe ao povo soberano decidir através do voto.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Outubro de 2021 às 00:32
Armando Esteves Pereira
Armando Esteves Pereira
Obviamente se o Orçamento do Estado chumbar por falta de acordo à esquerda, o Presidente da República terá de dissolver o Parlamento e marcar eleições antecipadas.

António Costa conquistou o poder através da inédita geringonça. O casamento poliamoroso entre socialistas, comunistas e bloquistas funcionou sem drama na primeira legislatura. A fórmula não repetida no segundo executivo de Costa. No ano passado, o Bloco assumiu o divórcio na votação do Orçamento e, este ano, o PCP, após uma pesada derrota nas autárquicas, onde perdeu muito poder e lugares em câmaras emblemáticas , está a esticar a corda e ameaça chumbar. Sem voto favorável ou abstenção do PCP ou do Bloco não haverá Orçamento.

Esta proposta do Governo não é pior nem melhor do que as anteriores aprovadas pelos partidos de esquerda.
Mas em democracia não há razões para dramatismos. Quando os partidos não se entendem, a melhor solução é o povo soberano pronunciar-se através do voto. E sem Orçamento nos primeiros meses de 2022 haverá duodécimos, o que nem sequer é uma coisa má para os contribuintes. Pelo menos trava a despesa .
Bloco PCP Parlamento António Costa política orçamento do estado e impostos partidos e movimentos
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