Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
8

Viver na dúvida

Se não há certezas, se sabem tanto como nós, não divaguem.
Paulo João Santos 19 de Novembro de 2021 às 00:32
Parece que foi há um século, mas tem menos de um ano. Chegou como salvadora da Covid, com eficácia superior a 90%. Constatou-se, depois, que o melhor era reforçar a toma e, pelo sim pelo não, avançar para uma terceira dose.

O mesmo se passou com a imunidade de grupo, 70% da população com a vacinação completa colocava-nos a salvo, depois passou para 85%, agora tem-se a sensação de que nem com 100% há garantia de sucesso. Era importante que na reunião de hoje do Infarmed o País fosse esclarecido sobre este ziguezague pandémico, que cria desconfiança no cidadão e alimenta o negacionismo.

Não há mal não saber, mas dar palpites é criar ilusões e falsas esperanças. Se não é possível atingir a imunidade de grupo, se o vírus obriga a reforço de dose semestral, para os mais velhos ou para todos, vamos a isso, reativem a task force.

Mas se não há certezas ou se sabem tanto como nós, não divaguem. Caso contrário, fica difícil compreende como é que o País líder mundial da vacinação estuda medidas restritivas para o Natal e admite cancelar as festas de Ano Novo, reativar o teletrabalho e obrigar ao uso de máscara na rua.
País Covid Infarmed questões sociais saúde política religião governo (sistema) pandemia Covid-19
Ver comentários