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Correio da Manhã

Opinião
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Sem garantias

Demasiados sinais de que voltámos ao intrigante improviso português.
Paulo Oliveira Lima 27 de Novembro de 2021 às 00:33
Ansiosos por regressar à normalidade, somos confrontados com uma nova variante que implica cedências perante o desconhecido. A subida abrupta do número de casos de Covid-19 levou o Governo em funções a aplicar medidas que prometem conter o contágio. Mas é um tiro no escuro sem garantia de sucesso.

O Executivo decreta uma semana de contenção após a Passagem de Ano, parecendo esquecer que tudo se joga nos cuidados a ter nas duas semanas anteriores. De pouco servirá encerrar discotecas e bares na primeira semana de janeiro se os dias anteriores tiverem sido preenchidos com contactos imprudentes entre familiares e amigos.

Nestas medidas, Costa estabelece margens que vão permitir controlar os festejos de Passagem de Ano. Mas volta a penalizar negócios que tentam recuperar lentamente do forte abalo que sofreram, num mês de habitual contração.

Enquanto isso, tentamos descodificar informações cruciais sobre a próxima fase de vacinação, sem entender bem qual o rumo delineado por quem deveria estar responsável por esta questão. Demasiados sinais de que voltámos ao intrigante improviso português. Vamos lá ver no que dá.
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