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Correio da Manhã

Opinião
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A miragem da paz

Os três meses de guerra russa na Ucrânia cumpriram-se sem um vislumbre de paz. Pelo contrário.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 25 de Maio de 2022 às 00:32
Os três meses de guerra russa na Ucrânia cumpriram-se sem um vislumbre de paz. Pelo contrário. O atacante acaba de anunciar que vai levar para a frente de batalha o poderoso ‘Terminator’, um carro de combate urbano com que os russos pretendem reforçar posições na região de Donbass.

Indisponíveis para desistir, os ucranianos exibem no seu flanco o eficaz M777, um obus de fabrico britânico testado e aprovado pelos ‘marines’ dos EUA no Afeganistão onde, ironicamente, o exército russo conheceu uma das suas maiores derrotas. Sobre o uso desta peça de artilharia, uma alta patente militar ucraniana reconheceu que era mais ou menos como "passar do comboio a vapor para o automóvel elétrico".

No virar dos três meses de guerra, há uma certeza – a continuação da ofensiva – e uma dúvida – o que terá levado Zelensky a ordenar a rendição da siderurgia Azovstal? A necessidade de a Ucrânia ter "heróis vivos", como justificou o Presidente, parece não convencer todos, em especial os militares e a ‘secreta’ ucraniana. Talvez o tempo nos revele as brechas que esta entrega do batalhão Azov abriu no, até agora, unido bloco de Kiev.
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