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Correio da Manhã

Opinião
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Negociar a paz

A guerra beneficia traficantes de armas, especuladores e as ditaduras que prosperam com o petróleo e o gás a preços exorbitantes.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 29 de Maio de 2022 às 00:32
O velho sábio Henry Kissinger tem razão sobre a resolução do conflito na Ucrânia. A eternização do confronto interessará aos países bálticos, à Polónia e falcões da NATO que querem dar uma lição a Moscovo. A guerra beneficia traficantes de armas, especuladores e as ditaduras que prosperam com o petróleo e o gás a preços exorbitantes.

Mas a maior parte das pessoas do Mundo paga uma fatura demasiado pesada, desde a inflação galopante na energia e alimentos até à ameaça de fome em grandes regiões do Globo.

Se o preço do fim desta guerra for a entrega da Crimeia e do Donbass à Rússia, garantindo a Ucrânia a independência e integridade do restante território, será uma saída digna.

Cabe à Ucrânia decidir, mas não faz sentido a União Europeia financiar a continuação de uma guerra que prejudica os seus cidadãos, por causa de mais um conflito provocado pelas pontas soltas deixadas pelo desmoronamento da União Soviética.

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