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Correio da Manhã

Opinião
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Temer o pior

Se o problema não é de hoje, o que fez Marta Temido para o resolver?
Paulo João Santos 15 de Junho de 2022 às 00:32
Imagem Paulo Santos.tif (8338887) (Milenium)
Imagem Paulo Santos.tif (8338887) (Milenium)
Não fica bem à titular da pasta da Saúde alegar que o caos que se vive nas Urgências de Obstetrícia dos hospitais “não é um problema de hoje”. Seria uma desculpa aceitável, não estivesse Marta Temido no Governo desde outubro de 2018, vai para quatro anos. E se em todo este tempo não conseguiu resolver o problema da falta de recursos humanos e de organização do Serviço Nacional de Saúde, é legítimo pensar que também não será agora que o vai resolver, até porque a situação se agravou. Aliás, menos de 24 horas depois de ter anunciado ao País, numa atabalhoada declaração à imprensa, vazia de substância, que ia avançar com um plano de contingência, com medidas a adotar já este mês, chegaram notícias do encerramento dos serviços de Urgência em três hospitais.

Não sei exatamente em que consiste o tal plano de contingência e não sei se alguém saberá. Marta Temido preferiu passar a ideia de que as coisas estão controladas, mesmo se o descontrolo é visível por toda a parte, do que em concretizar o que vai ser feito. Mas uma coisa é certa. Se o dito plano não resultar, já sabemos a resposta: “O problema não é de hoje.”
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