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Correio da Manhã

Opinião
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A urgência da paz

Mediação da guerra deve ser entregue a quem dialoga com Moscovo e Kiev.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 27 de Novembro de 2022 às 00:32
O presidente da Câmara de Kiev admitiu há dias que este inverno poderia ser um dos mais dramáticos para os habitantes da capital da Ucrânia. Vitali Klitschko não afastou a hipótese de um cenário em que a eletricidade, o aquecimento ou a água poderiam faltar e que, sem estes elementos básicos à sobrevivência, Kiev arriscava ser evacuada.

Se é assim numa urbe com uma capacidade única de reabilitação das infraestruturas destruídas pelos ataques russos, imagine-se como vive o resto do país. Acontece que a manutenção desta guerra, que Putin retirou do campo de batalha para focar no ataque a civis, não afetará só os ucranianos como os inquiridos no Barómetro da Intercampus para o CM, CMTV e ‘Negócios’ parecem admitir.

A manutenção da guerra até à expulsão russa dos territórios anexados em 2014, nomeadamente a Crimeia, é irrealista e não penalizará apenas a Ucrânia. A Europa não aguenta muito mais os efeitos do conflito. É urgente entregar a sua mediação ao Presidente turco, o único que manteve diálogo aberto com Moscovo e Kiev nos 275 dias que levamos de guerra. E é tempo da Europa explicar a Volodymyr Zelensky que esta não é a hora de arrastar a NATO para o conflito.



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