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Correio da Manhã

Opinião
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Atados pelo medo

Terão confundido vacina da Covid com ‘vacina da eternidade’?
Paulo João Santos 24 de Novembro de 2021 às 00:32
A Covid volta a trocar-nos as voltas. O medo é mais forte que a razão. Sabia-se que o vírus andava por aí, que a pandemia estava para durar, que era preciso não facilitar, mas recuar não fazia parte dos planos.

Afinal, estamos todos vacinados, todos protegidos. Dizem-nos, agora, que não chega, que é preciso continuar a saga das vacinas, de levar urgentemente a terceira dose aos mais velhos (depois virão os outros), de estudar a imunização das crianças, de comprar mais máscaras, de aumentar o distanciamento físico, de tirar lugares à mesa da Consoada, de celebrar o fim de ano sem fogo de artifício.

Houve aqui alguém que se enganou. Ou nos enganou. Não foi nada disto que nos ‘venderam’. Fomos um povo exemplar, nos confinamentos, na vacinação. Aguentámos, acreditámos.

Já chegamos ao ponto de pedir o certificado de vacinação e teste negativo para aceder a determinados locais públicos, como é o caso da Madeira e em vários países. A praga do medo espalha-se mais depressa que a pandemia do SARS-CoV-2.

Estamos bem arranjados com tanto temor e pavor. Será que confundiram vacina da Covid com ‘vacina da eternidade’?
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