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Correio da Manhã

Opinião
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Desta vez, planeie-se

O regresso à vida não pode ser tão caótico como foi o ataque à pandemia.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 23 de Abril de 2020 às 00:32

Confinados e empobrecidos, eis como estamos hoje. Ainda sujeitos ao estado de emergência, sabemos já que vamos ficar mais pobres, muito mais endividados e sujeitos a trabalhos intensos para reconstruir a economia.

No início, fechámo-nos em casa por nossa conta e risco. A sociedade antecipou-se às decisões do Governo. E isso trouxe benefícios enormes, ao evitar uma tragédia igual à de Espanha ou de Itália.

Devemos, por isso, estar orgulhosos. Mas devemos, também, exigir ao Estado que, desta vez, planeie, e não ceda outra vez, nem ao improviso, nem à incompetência.

Sejamos claros: se ao fim de quase dois meses de tragédia ainda andamos às voltas com o IVA das máscaras, tão essenciais que são; se ainda não temos plano eficaz para os lares, onde a morte anda à solta; se ainda não há, sequer, informação sobre quantas são as pensões onde se amontoam populações de risco; se ainda temos tudo isto pendente, quem pode confiar no que aí vem? Quem ousa estar tranquilo?

O pior que nos poderia acontecer seria que o regresso à normalidade fosse tão caótico e improvisado como, comprovadamente, foi o primeiro ataque à pandemia.

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