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Correio da Manhã

Opinião
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Erro de quê

Moral da história: 3 meses após a posse, o governo teima em não descolar.
Paulo João Santos 2 de Julho de 2022 às 00:32
Alega Pedro Nuno Santos que a embrulhada do aeroporto se deveu a "erros de comunicação". Tese difícil de vingar, quando, na véspera, em entrevista à RTP, afirmou: "Não informo o senhor Presidente de todas as decisões que vamos tomando no Ministério das Infraestruturas".

E em relação ao PSD também foi claro, ao considerar que se colocou fora da discussão. Ora, aqui não há erros de comunicação. Há uma posição de afirmação. A haver algum erro, será o de não ter informado o primeiro-ministro da decisão. Mas como é possível um político experiente e com aspirações a altos voos não informar o seu chefe numa matéria destas? Talvez um dia saibamos.

Costa diz que o ministro foi humilde ao reconhecer o erro. Só não se percebe é porque não teve a humildade de se demitir, ou o primeiro-ministro a coragem de o fazer. Pedro Nuno Santos tem uma das pastas mais importantes, as Infraestruturas e a Habitação. Mexe com muitos milhões e a vida de todos nós. Este caso retirou-lhe capacidade e credibilidade política para levar por diante a missão - num Governo que, três meses após a tomada de posse, teima em não descolar.
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