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Correio da Manhã

Opinião
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Nem a Emel parou

Comerciantes de porta fechada enfrentam fome leonina do Estado.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 27 de Fevereiro de 2021 às 00:32
Não sobram dúvidas. O confinamento irá até à Páscoa. Temos mais um longo mês pela frente, com mais pessoas a cair no desemprego, mais empresas a fechar, mais pequenos negócios na falência. Com regiões quase sem Covid fechadas, a pagar a fatura dos que estão no vermelho. Com um Governo e um Presidente da República a adotarem agora o tom rigoroso que lhes falhou na gestão do Natal.

Com uma vacinação que avança a conta-gotas e com faturas a baterem todos os dias à porta dos portugueses. Como se não bastasse o ‘efeito-precipício’ de que falava o anterior governador do Banco de Portugal em relação às moratórias, desta vez, soma-se um Estado mais agressivo na cobrança de taxas e impostos para tentar travar o escoamento de dinheiro dos seus cofres. Segurança social, fisco e outros departamentos do Estado continuam a cobrar tudo e mais alguma coisa.

Desta vez, nem a Emel parou na caça à multa. Não cobra o estacionamento mas acelera nas notificações de multas dos últimos meses. Os comerciantes de porta fechada, com ajudas a demorar ou a não entrar, têm de enfrentar ainda a fome leonina do Estado. Assim vai Portugal a caminho de mais uma década perdida.
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