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Correio da Manhã

Opinião
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Novo ciclo laranja

Montenegro tem de apresentar propostas credíveis aos portugueses.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 3 de Julho de 2022 às 00:32
O PSD inicia um novo ciclo e é crucial para o País que Luís Montenegro consiga transformar o partido numa real alternativa à hegemonia do PS. Até porque uma oposição forte obriga o executivo a governar melhor. E como já se viu antes de chegar aos 100 dias este elenco governativo já cometeu demasiados erros, que porventura António Costa não deixaria que acontecessem se tivesse uma oposição que fosse uma real ameaça.

Não vai ser fácil o caminho de Montenegro, apesar dos ventos de tempestade económica que a inflação e a subida de juros vão provocar, penalizando o partido que está no Governo.

Mas enquanto o PS se fortaleceu com o enfraquecimento dos partidos à sua esquerda, o PSD foi castigado pela fragmentação da direita e pelo crescimento da Iniciativa Liberal e do Chega.

Se a Iniciativa Liberal não coloca nenhum problema ideológico ao PSD e pode ser um aliado para uma eventual coligação governativa no futuro, o Chega será sempre um problema.

Mas Luís Montenegro não tem de se preocupar com o partido de Ventura, tem é de se focar em apresentar propostas credíveis aos portugueses. O novo líder do PSD pode aprender com o PP espanhol, que na Andaluzia conquistou uma maioria absoluta, enquanto o Vox, o partido gémeo do Chega, até ganhou deputados, mas perdeu relevância política.
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