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Correio da Manhã

Opinião
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O destino dos milhões

O dinheiro público deve ser investido em projetos que acrescentem valor.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 4 de Julho de 2022 às 00:31
O dinheiro da bazuca anunciado com pompa como a tábua salvadora tarda a chegar à economia real e quando chega tem alguns destinos questionáveis. O fundo do PRR gerido pelo Banco Português do Fomento, uma instituição criada para ajudar as empresas, já anunciou o destino dos primeiros 76,6 milhões. E na lista dos beneficiados encontra-se a Pluris, do patrão da TVI, Mário Ferreira.

A MD Group, Viagens Abreu, Coindu - Componentes para a Indústria Automóvel, Lunainvest - SGPS, ERT - Têxtil Portugal, Hubel Agrícola SGPS, Orbitur - Intercâmbio de Turismo, Têxtil António Falcão, Travel Store - Prestação de Serviços - Viagens, Enging -Make Solutions e Qualhouse - Produtos Alimentares foram as outras entidades beneficiadas. O dinheiro público deve ser usado com rigor para apoiar empresas que acrescentem valor à economia, não pode ser desperdiçado.

Algumas entidades deste lote enquadram-se no objetivo, mas há casos que parece uma bóia de salvação para investimentos especulativos.
O pior que pode acontecer é o Banco de Fomento distribuir milhões por empresários amigos do regime e não ser um banco para o verdadeiro investimento na economia real.
PRR Banco Português do Fomento Pluris TVI Mário Ferreira economia negócios e finanças
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