Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião

O drama dos fogos

Um incendiário não pode andar à solta na época dos fogos.
Paulo João Santos 18 de Julho de 2022 às 00:32
A discussão em torno da tragédia dos fogos, com o País a arder, é inútil. As causas são conhecidas há anos, da falta de limpeza das matas à desertificação do Interior, passando por uma política de reflorestação questionável, são inúmeros os motivos pelos quais, ano após ano, as chamas devoram milhares de hectares de floresta, colocando em perigo vidas humanas e reduzindo a cinzas os bens de muitas vidas.

Como levar à prática uma estratégia de minimização efetiva do fenómeno, porque é impossível acabar com os fogos, é matéria para refletir fora da época dos incêndios. Com calma, com saber, com ação, reunindo o contributo de todos. Apontar o dedo nesta altura em nada contribui para resolver o problema. A prioridade é salvar as pessoas e os seus haveres.

Há, contudo, um ponto que está suficientemente identificado e sobre o qual é necessário agir sem delongas. A PJ tem na sua posse o perfil de 700 incendiários. Sendo que uma boa parte dos fogos tem mão criminosa, parece do mais elementar bom senso que estes indivíduos não podem andar à solta nos meses de verão, enquanto constituírem um perigo para a sociedade.
País Interior acidentes e desastres incêndios ambiente questões sociais pobreza
Ver comentários