Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
6

OE com selo da Esquerda

Sem englobamento os senhorios ficam livres de um castigo injustificado.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 7 de Outubro de 2021 às 00:31
Armando Esteves Pereira
Armando Esteves Pereira
A preparação do Orçamento do Estado (OE) é sempre um momento de confronto dos políticos com a realidade. E depois do apagão provocado pela pandemia, apesar da retoma do crescimento permitida pelo fim do confinamento, só no próximo ano o País recuperará o nível de riqueza atingido em 2019.

Isto significa que a resposta do OE para as famílias e empresas ficará sempre aquém das expectativas. Depois da apresentação do documento haverá a habitual negociação parlamentar. Com mais ou menos drama político, para consumo interno e para argumento de cada partido que desejará recolher os habituais dividendos da negociação, este orçamento será aprovado à Esquerda, tal como os anteriores.

Nas negociações entre os partidos de esquerda que começaram ainda no verão foi avançada uma proposta que penalizava muitos milhares de senhorios, com o englobamento obrigatório dos rendimentos das rendas, que agravaria o IRS de milhares de proprietários. Em entrevista ao ‘Jornal de Negócios’, o deputado socialista João Paulo Correia disse que esse englobamento não está em estudo. Uma medida sensata, que livra os senhorios de um castigo injustificado no IRS.



OE País IRS economia negócios e finanças política orçamento do estado e impostos partidos e movimentos
Ver comentários