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Correio da Manhã

Opinião
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Pozinhos de aumento

Há uma inflação real da vida dos agregados com menores rendimentos que está a ser subestimada.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 1 de Dezembro de 2022 às 00:32

O governo corrige em alguns pozinhos o aumento das reformas para o próximo ano. Um ato de justiça elementar que mitiga, mas não anula, o forte impacto da espiral inflacionista que todos sofremos.

Provavelmente a degradação do poder de compra dos pensionistas é bem superior aos índices oficiais. Há uma inflação real da vida dos agregados com menores rendimentos que está a ser subestimada. Basta comparar a evolução do preço do leite, dos cereais e de tantos outros alimentos básicos para notar que, provavelmente, o real agravamento do custo de vida está mais perto dos 30%. Se houvesse um indicador de inflação do pequeno almoço poderíamos ficar assustados. Tal como na energia. Por exemplo as ‘pellets’ que já aquecem tantas casas, particularmente no Interior, quase que triplicam de preço desde o início da guerra na Ucrânia.

Mas mesmo face à inflação oficial os reformados arriscam perder para sempre o equivalente a meio mês de poder de compra com o truque do governo que antecipou meia pensão extraordinária em outubro, mas aquele patamar deixa de contar na atualização das pensões a partir de 2024.

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