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Correio da Manhã

Opinião
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Precários castigados

Os trabalhadores a recibos verdes não são, na sua esmagadora maioria, verdadeiros profissionais liberais.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 22 de Maio de 2020 às 00:32
Os trabalhadores a recibos verdes não são, na sua esmagadora maioria, verdadeiros profissionais liberais. Na realidade portuguesa são trabalhadores por conta de outrem, sem vínculo permanente, com menos encargos para a Segurança Social e mais flexíveis. Já eram os trabalhadores com menos direitos antes do apagão e estão entre as principais vítimas económicas desta pandemia.

Apesar de algumas medidas que pretenderam acabar com os falsos recibos verdes, a informal flexibilidade do mercado de trabalho português eternizou essa situação precária. Já na anterior crise financeira foram severamente atingidos, mas com a retoma não ganharam mais estabilidade. Mesmo os rendimentos nunca chegaram a recuperar os valores praticados, em média, até 2008. Com a hibernação forçada da atividade económica foram, mais uma vez, castigados. E sem os instrumentos que seguram os trabalhadores por conta de outrem, desde o layoff ao subsídio de desemprego. Como por norma descontam sobre valores reduzidos, ficaram com prestações que não passam de esmolas. Numa situação precária, dispensam mais obstáculos da burocracia da Segurança Social.
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