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Correio da Manhã

Opinião
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Questão de democracia

Ainda o Benfica se tenta recompor da convulsão e já Vieira se posiciona como adversário do próximo presidente.
Paulo Oliveira Lima 10 de Outubro de 2021 às 00:33
Ainda o Benfica se tenta recompor da convulsão e já Vieira se posiciona como adversário do próximo presidente.

Na primeira aparição pública após a detenção, iniciou o ajuste de contas e, quem sabe, o posicionamento eleitoral para 2025. Vieira garantiu que ainda tem um projeto por terminar, dando a ideia de que não permitirá que o sucessor governe o clube sem dar crédito ao passado.

Em pleno exercício democrático, dentro das instalações da instituição que é acusado de utilizar em proveito próprio, Vieira – que em rigor é inocente até que se prove o contrário – conseguiu a proeza de criticar a democracia no clube, sublinhando que foi a ausência da mesma que sustentou o seu crescimento.

Nesse exercício narcisista, operado pelo ego dorido de quem tudo perdeu, dá a entender que poderá ter-se esquecido do mais importante.

Os clubes, mesmo mascarados de empresas, serão sempre agremiações unificadoras de gente que ama, sente e confia. E quebrado esse laço, não existe obra no currículo que sustente o reatar dessa relação.

Se Vieira quiser voltar a ser amado pelo Benfica, terá de fazer mais do que descrever os seus feitos.
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