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Correio da Manhã

Opinião
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Rio em Janeiro

Rui Costa tem um problema. Quer manter o discurso motivador mas já não é apenas o ídolo do terceiro anel.
Paulo Oliveira Lima 6 de Dezembro de 2021 às 00:31
Paulo Oliveira Lima
Paulo Oliveira Lima FOTO: Vitor Mota
Rui Costa tem um problema. Quer manter o discurso motivador mas já não é apenas o ídolo do terceiro anel. A presidência vai obrigá-lo a tomar uma decisão forte que garanta o rumo do projeto que idealizou.

Não está em causa a qualidade de Jesus, mas o Benfica mudou.

Pouco na Luz se assemelha às épocas de glória que alavancaram a fama do técnico. O emblema segue outro caminho, com outras necessidades e até capacidade financeira que importa adequar à visão do que se quer. E Jesus já não será peça à medida do puzzle encarnado. E o clube sabe bem o que acontece quando os adeptos já não acreditam.

Para piorar o cenário, o Flamengo diz claramente ao que vem, fragilizando ainda mais um treinador que, embora conhecido pela frontalidade, se mantém em silêncio. Uma zona cinzenta que é meio caminho andado para o insucesso numa estrutura profissional.

Fica no ar a ideia de que Jesus hesita perante o namoro brasileiro, ponderando terminar a obra inacabada. Já Rui Costa, que precisa que Jesus funcione, pode ser obrigado a mudar o discurso se o insucesso voltar a bater à porta dos encarnados. A solução passará por ler o que há muito está escrito. Em português do Brasil.
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