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Correio da Manhã

Opinião

Solução óbvia

Grande mistério é o de saber porque foi escolhido Miguel Alves.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 2 de Dezembro de 2022 às 00:31
A escolha de António Mendonça Mendes para secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro mostra bem o erro cometido com a anterior escolha de Miguel Alves.

Mendonça Mendes foi um bom secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, mostrando qualidades políticas e técnicas. Também é conhecido pela sua lealdade a toda a prova a António Costa e tem uma relação equilibrada com as exigências do aparelho socialista.

Tem, afinal, um perfil totalmente contrário ao de Miguel Alves, que não era sequer conhecido pela sua capacidade política, quando mais por algum pendor técnico. Agora, depois da polémica ‘transfronteiriça’, em Caminha, também sabemos que a sua integridade não será das mais blindadas.

Para lá, claro, da sua intuição para escolher parceiros de negócios, como o já célebre Ricardo Moutinho, o desaconselhar para qualquer coisa que implique mexer em dinheiro público.

António Costa, portanto, chega tarde à boa solução para tratar da coordenação do Governo, mas a boa notícia, para ele e, espera-se, para o País, é que acabou por atingir o desiderato. O grande mistério que permanece é o de saber porque é que elegeu Miguel Alves.
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