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Correio da Manhã

Opinião
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Um crime brutal

Diana foi degolada e desmembrada. Uma atrocidade sem perdão.
Paulo João Santos 6 de Outubro de 2022 às 00:32
Diana, de 40 anos, natural das Caxinas, foi brutalmente assassinada no Luxemburgo, onde estava emigrada. Foi degolada e o corpo desmembrado, não se sabe se antes de ser morta ou ainda com vida. É dos homicídios mais bárbaros que se possam imaginar e não vale a pena procurar um motivo, uma origem, porque nada justifica semelhante horror.

No Luxemburgo, quem comete um crime desta natureza tem como certa a prisão perpétua, com revisão de pena periódica, até se entender que o autor já não é um perigo para a sociedade. É isso que espera o homicida, ou homicidas, de Diana. Uma atrocidade destas não tem perdão.

Em Portugal é diferente. Seria condenado a uma pena máxima de 25 anos, mas que dificilmente cumpriria. O mais provável era ser colocado em liberdade aos 20 anos e dez meses de pena efetiva, ou seja, cinco sextos da pena, como prevê a lei. Ora, parece do mais elementar bom senso que uma pena desta natureza é claramente insuficiente para punir uma atrocidade como a que ocorreu no Luxemburgo. O que não se percebe é porque razão em Portugal esta questão não pode ser sequer discutida.
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