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Correio da Manhã

Opinião
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Um vulcão de calotes

É fundamental prever uma solução transitória que evite a catástrofe.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 26 de Fevereiro de 2021 às 00:32
As moratórias de crédito escondem um vulcão que explodirá quando acabarem. Algumas têm o seu limite já para final de março e a maioria tem duração prevista até final de setembro.

Num País submerso pela crise económica provocada pela pandemia, o fim das moratórias, sem mecanismos de salvaguarda, pode impedir a retoma económica e colocar famílias, empresas e bancos em situações dramáticas.

No caso das famílias, as moratórias de crédito foram uma verdadeira bolha de oxigénio que permitiram a muitos milhares de agregados sobreviver, apesar da perda de rendimentos.

Mas se as moratórias acabarem e se estas famílias forem obrigadas a retomar o pagamento das prestações é fácil perceber o impacto tal que terá no incumprimento do crédito.

E como já sabemos de experiências traumáticas anteriores, quando os bancos, mesmo os privados, ficam com montanhas de imparidades, quem acaba por resgatar as instituições financeiras são sempre os contribuintes, direta ou indiretamente.

Por isso há que ter cautelas e preparar uma transição suave para impedir que o vulcão dos calotes bancários expluda.
economia negócios e finanças economia (geral) moratórias de crédito
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