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Correio da Manhã

Opinião
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Vida tranquila

António Costa sabe bem que não possui oposição consistente à direita, cuja fragmentação tem aproveitado ao assobiar para o lado.
Paulo Oliveira Lima 21 de Setembro de 2021 às 00:31

António Costa tem sido criticado pela forma como apregoa pelo País, nesta campanha autárquica, a facilidade socialista em aceder aos milhões europeus que estão por chegar. À indignação da direita juntam-se antigos amores de circunstância, com Catarina Martins e Jerónimo de Sousa a alinharem na reprovação do discurso.

Mas entre declarações mais ou menos pensadas, com uma ou outra expressão que fica no ouvido, salta novamente à vista a incapacidade de Rui Rio em tomar uma atitude firme sempre que está em causa o posicionamento estratégico do PSD. António Costa sabe bem que não possui oposição consistente à direita, cuja fragmentação tem aproveitado ao assobiar para o lado, fingindo que o crescimento de Ventura não dá um certo jeito. Mas quando o vemos em périplo pelo País, deixando a ideia de que um investimento estratégico vital para as próximas décadas pode considerar a cor autárquica, em detrimento de necessidades reais que descurámos noutros momentos da nossa existência, percebemos que o primeiro-ministro nada teme e sabe que poucas dificuldades encontrará numa caminhada tranquila do seu partido.

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