CM líder também na IA

Verificação, validação humana e transparência, três princípios essenciais.

20 de março de 2026 às 00:32
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Com a publicação do novo Estatuto Editorial do CM chega ao fim o processo de reflexão sobre o uso das ferramentas da inteligência artificial (IA) no nosso jornalismo.

Sempre fui muito cético sobre a capacidade da IA de fazer notícias. Baseada em sistemas de linguagem construídos sobre informação disponível, a IA jamais fará notícias, porque não dispõe de instrumentos para a reconhecer.

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A notícia é o novo relevante. Como é novo, escapa a um mecanismo construído sobre o acervo de dados preexistentes. Já o relevante é um conceito demasiado subjetivo para se vergar à análise meramente cibernética.

Porém, a capacidade quase infinita de recriar, construir sequências e leituras, sistematizar informação, organizar dados e encontrar constantes que chegam a prever o futuro, torna a IA incontornável como instrumento de apoio ao trabalho jornalístico.

O novo Estatuto obriga-nos a verificar todas as informações em fontes confiáveis, garante a validação humana, e assegura a transparência da comunicação ao leitor sempre que haja recurso à IA.

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As plataformas do CM ficam capacitadas para liderar, também, no uso de inteligência artificial, e reforçam as garantias de rigor e fiabilidade do nosso jornalismo.

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