Uma sondagem recente indicava que uma ampla maioria dos norte-americanos estava preocupado com a postura “errática” do seu Presidente. E que estes sinais se acentuam à medida que envelhece. A guerra no Médio Oriente confirma que a linha de raciocínio de Donald Trump não é linear, nem coerente. Ora diz que o conflito está praticamente acabado, para logo a seguir dizer que ainda não será esta semana e que vai bombardear o Irão com uma força nunca vista, apesar do país, nas suas palavras, já não ter Marinha, nem Força Aérea, nem lançadores de mísseis, nem mísseis e apenas meia dúzia de drones.
Vale a pena recordar os dois objetivos que definiu para este conflito: a queda do regime e arrasar o programa nuclear de Teerão. Mudar o regime, não se vislumbra como. Aquilo que se vê são manifestações de apoio ao novo líder supremo e não de contestação. Quanto ao nuclear, das duas uma: ou o Irão não tinha capacidade nenhuma, e arranjou-se um argumento fictício, como aconteceu na invasão do Iraque com a história as armas de destruição maciça; ou o Irão tem capacidade nuclear, mas até agora não chegou nenhuma notícia de que alguma coisa de semelhante tenha sido destruída.
Este ziguezague constante indicia que Donald Trump, no seu íntimo, talvez já tenha percebido que esta guerra não se ganha com bombas, como lembrou esta semana Emmanuel Macron E daí a dúvida que, neste momento, deve pairar na sua cabeça: como é que saio disto?
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