Paulo João Santos

Jornalista

A esperança e a realidade

12 de julho de 2026 às 00:31
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Nada de novo no Médio Oriente, nada de novo da Ucrânia. Bombas, drones, destruição, ameaças, morte, assim seguem os dois conflitos sem fim à vista. Guerras que consomem milhões e milhões de dólares, que poderiam resolver muitos dos problemas com que a Humanidade se confronta, a pobreza, as desigualdades sociais, o ambiente. É caso para dizer que a Terra não nos merece.

Com um quarto do século XXI percorrido, esperava-se mais que um presente tirado a papel químico de acontecimentos que se repetem num ciclo interminável. Há sempre alguém de arma na mão que começa a disparar. E quando a tensão desce entre as partes em conflito, lá vem o grão de areia encravar a máquina a fazê-la subir de novo. 

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Tudo isto num tempo em que a tecnologia tem conhecido avanços extraordinários. No campo da medicina, no domínio do trabalho e do conforto, na conquista do espaço - na tentativa de interpretar de quem somos, de onde viemos, até onde podemos chegar.

São as duas faces do Ser Humano, a realidade e a esperança, que teimam em percorrer mundos paralelos. Veja-se o caso da Inteligência Artificial, que já está a revolucionar o nosso modo de vida. A indústria de guerra, sem surpresa, logo a tomou de assalto. Talvez seja altura de mudar o chip e apostar mais no desenvolvimento da inteligência humana. Pode ser que ainda vamos a tempo. 

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