Alfredo Leite

Jornalista

Agora é que é, diz Trump

14 de junho de 2026 às 00:31
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O Irão reagiu com euforia moderada à certeza dada por Donald Trump sobre a assinatura, este domingo, de um princípio de entendimento entre Teerão e Washington. O anúncio do presidente dos EUA já havia sido feito antes, mas agora foi credibilizado pela garantia dada pelo mediador principal do conflito, o primeiro-ministro paquistanês, de que o entendimento seria efetivamente rubricado hoje. Apesar das desconfianças, baseadas em avanços e recuos anteriores, o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, admitiu que a hipótese do acordo surgir nos próximos dias “não pode ser descartada” admitindo, porém, que um dos principais tópicos da discórdia - a questão nuclear – não está, nesta fase, na mesa das negociações. A concórdia centrar-se-á em 14 pontos para o fim do conflito, com foco na abertura do estreito de Ormuz e o descongelamento dos ativos financeiros iranianos bloqueados e o alívio das sanções impostas a Teerão. A cumprir-se a agenda, ela demonstra claramente uma situação bem mais ganhadora para o Irão do que para Trump. Consciente dessa posição de vantagem, Teerão anunciou, também ontem, a realização, no início de julho, do funeral do antigo líder supremo, Ali Khamnei, morto no início desta guerra, desencadeada em fevereiro pelos EUA e Israel contra o Irão e que será, por certo, aproveitada para a exortação da vitória do regime.    

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